Artesanato em Cerâmica - Mercado Central de Belo Horizonte - MG - Fotos: Guilherme Gouvêa
 
 
Outras histórias
 



Felixfônica e as Manifestações Populares do Brasil

O que é Felixfônica?
O sentido etimológico de Felix é 'o que fecunda, a fertilidade, a Felicidade, o Feliz'. Também o que amamenta, em latim.
Fônica é a arte de combinar os sons. Vem do grego 'Phone'.


Para nós, Felixfônica é a fecundação, a felicidade e a união para produzir um som com todas as influências do nosso tempo, tentando ser livre dentro dessa teia de informações e abraçados às manifestações populares.

Apresentamos a nossa versão da história, que é como compreendemos e como reagimos.

Integrantes


Guilherme Gouvêa - voz e violão
Catarinense de Florianópolis, é ligado à música desde os 13 anos através de suas composições.

 


Marco Antônio de Lorenzo sopros, rabeca e voz
Natural de São Paulo (SP), iniciou os estudos de clarinete aos 11 anos de idade em Minas Gerais. Em seguida e ao longo da carreira incorporou outros instrumentos. Cursou a Universidade Livre de Música da UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina).

 


Eduardo Vidili bateria e percussão
Natural de São Paulo (SP), começou a estudar bateria aos 12 anos de idade. Estudou percussão sinfônica na Escola Municipal de Música de São Paulo. É Bacharel em Música com Habilitação em Percussão pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

 


Luiz Canela guitarra, violão e cavaquinho
Natural de Jaraguá do Sul (SC), Luís Canela é autodidata, apresenta um vasto currículo, trabalhando com gêneros como Jazz, Blues, Baião, Choro e Samba. Estudou nos anos 90 com Ulisses Rocha (violão), Zezo Ribeiro (violão), Roberto Gnatali (harmonia e composição), Vicente Ribeiro, entre outros.

 


Emerson Fortes
baixo
Natural de Imarui (SC), é graduado em música pela UDESC, Universidade do Estado de Santa Catarina. Como baixista já participou
de diversos grupos dos mais variados gêneros musicais.



Carlos Chalita
som
Natural de São Paulo (SP), é ligado à música desde os 15 anos. Cursou Áudio Profissional no Instituto de Áudio e Vídeo (SP). Autodidata em bateria, violão e baixo.

As músicas

Samba, Rancho, Marcha, Baião, Frevo, Maracatu, Caboclinho, Ciranda, Rock, Jazz, Afoxé e outras.

É dentro desse rico universo sonoro que a Felixfônica se sente à vontade para apresentar o trabalho desenvolvido desde 2003 pelo Grupo.

Essa união de ritmos e estilos gerou um trabalho variado e forte: seja pela poesia, que ora grita um mundo diferente, ora canta os cantos verdes da cidade, seja pelas melodias e timbres de rabeca, clarinete, flautas, pífanos, trombone, trompete, violão, baixo, voz e percussão.

A proposta principal da Felixfônica é levar o público a uma viagem sonora passando por outros tempos e lugares.


Ouça nos links abaixo:

www.tramavirtual.com.br/felixfonica

www.felixfonica.palcomp3.com.br

Ao colocarmos as músicas no site Tramavirtual, da gravadora Trama, ganhamos o selinho de aprovação:

Na impensa

Confira algumas matérias relacionadas à banda

Jornal A Notícia - Caderno Anexo - 22/3/2005


Marco Lorenzo (E), Guilherme Gouvêa e Eduardo Vidili (D), três integrantes do quarteto que planeja disco com canções próprias
Foto: Osvaldo Nocetti

Alternativos
Banda Felixfônica aparece como revelação musical catarinense ao misturar ritmos que vão do baião a o jazz


LUIZ CHRISTIANO

Florianópolis - Diferente, alternativo e brasileiro. São essas as três características visíveis e audivelmente perceptíveis no trabalho da Felixfônica, um quarteto nascido na Grande Florianópolis, que mistura de ritmos nordestinos a rock, passando por marchinha, baião, frevo, cirandas, jazz e samba. O grupo encontra-se em fase de pré-produção do primeiro disco, que deve estar pronto no segundo semestre.
Formado por Guilherme Gouvêa (voz e violão), Emerson Fortes (baixo e voz), Marco Lorenzo (trombone, flauta, rabeca, gaita e voz) e Eduardo Vidili (bateria), o conjunto já pré-selecionou 13 canções. A intenção, explica Gouvêa, é inscrever o projeto da gravação na lei de incentivo à cultura do Estado. Se tudo der certo, planeja, o álbum fica pronto entre julho e agosto.
O trabalho trará somente canções próprias, todas feitas a partir de diferentes meios de composição. "Não tem uma regra. Surge de forma diversa. Há músicas que vão sendo aprontadas aos poucos. Parte delas foi feita na década de 80 e concluída em 2000", explica o violonista.
Entre as canções do grupo, estão as seis faixas registradas e disponíveis para baixar na Internet, em www.felixfonica.com.br. Uma delas é "Míssil Inteligente" ("O preço do dólar, a dor do assassino, gostar de pedir esmola, joelho no milho, destino, castigo, e essa escola/ Não acredito em nada disso e muito mais"), cujos destaques são a letra e uma certa referência a Tom Zé impressa na melodia.
Há também "Penhasco da Ribeira", que proseia sobre a sossegada natureza de parte da Ilha ("A vida rende melhor/ desliga o motor e rema com o bambu pra Caieira"). Outra bela canção é a esperançosa "Senhor de Mim" e seu agradável refrão, que defende que "o mundo pode ser diferente".
As seis músicas registradas em gravação caseira e de boa qualidade fazem parte de um repertório de outras 14, que, nos shows, são misturadas às interpretações de criações de Luiz Gonzaga, Dorival Caymmi, Chico Buarque, Mestre Salustiano, Hermeto Paschoal e João do Vale.
Alguns dos mestres citados eram antes homenageados por Guilherme, Marco e Emerson na banda Cangaia, da qual são dissidentes. Em relação à extinta proposta, muita coisa mudou. "Na verdade, todo o conceito é diferente. A única coisa comum é o ritmo popular brasileiro", explica Guilherme, sobre o trabalho de pesquisa do antigo grupo, que fazia versões de grandes nomes da música nordestina como Zé Ramalho e Alceu Valença, entre outros. "Incorporamos samba, marcha. Abriu mais a proposta para encaixar as músicas que a gente já tinha."


PÚBLICO

O resultado e a nova postura foram apresentados recentemente no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, onde o grupo se apresentou duas vezes. "O Fórum é a convergência da negação dessa sociedade. Pode não ter um modelo de mundo ideal, mas é a negação do modelo que a gente vive , que já está ultrapassado, pela violência, pela fome", analisa Guilherme.
A primeira apresentação na capital gaúcha atraiu pouco público. Na segunda, a banda armou o show na frente do Gasômetro, onde ficava a organização do evento. "Deu muita gente. Ficamos no meio do povo. Acabava de tocar, tinha 200 pessoas em cima da gente para trocar idéia. Não é o perfil do público que pede autógrafo, que acha que o grupo é um mito. É um público bem consciente", analisa, e cita o estreitamento dos contatos com pessoas de Estados como Rio Grande do Norte, Amazonas, Tocantins, Minas Gerais e Mato Grosso.
Para Guilherme, a platéia alcançada no evento é uma referência dos ouvintes que a banda pretende abranger. "Lá, encontra-se pessoas basicamente politizadas, com um senso crítico maior. A gente não tem como se encontrar no cenário pop", realiza.


CRÍTICA

A boa repercussão da Felixfônica no Fórum pode servir de saída alternativa às estruturas arcaicas e que até hoje não serviram para erguer a música catarinense. Guilherme aproveita para criticar os grupos que se submetem a tocar em festival promovido todos os anos, no verão, em Florianópolis.
Na mais recente edição, quatro bandas dividiram um palco em 20 minutos, aponta, e isso não ajuda a construir uma identidade musical. "Se é para não ter voz, submeter-se em troca de divulgação, é muito pobre. Isso é humilhação e burrice aceitar. Além de tudo , enfiam goela abaixo as bandas do Rio Grande do Sul", reclama.
Gouvêa cita ainda o abortado movimento "mané beat", que tentava apregoar uma tendência musical parecida entre grupos da Grande Florianópolis. "A galera reclama que Santa Catarina tem bandas que não funcionam, mas o movimento já começou com o nome errado", fala, aludindo à importação do conceito "mangue beat", originário de Recife, que lançou Chico Science e Nação Zumbi.



Jornal A Notícia - 01/12/2004


Banda Felixfônica nesta quinta-feira no Acústico 12:30 no Teatro da UFSC

A banda Felixfônica traz os ritmos brasileiros para o palco do Projeto 12:30 Acústico desta quinta-feira, 2 de dezembro. Samba, baião, frevo, maracatu, caboclinhos e cirandas, são apenas alguns exemplos dos sons tocados por este grupo, que mistura ainda o improviso do jazz e a levada do rock. A diversidade de instrumentos – clarinete, baixo, flautas, gaita, violão, rabeca, bateria e percussão – resulta num show “com momentos e sensações bem variadas, que transportam o ouvinte a tempos e lugares diferentes”, dizem os integrantes. O show começa às 12h30, no Teatro da UFSC, localizado em frente à Praça Santos Dumont, na Trindade.

A Felixfônica é formada por Eduardo Vidili (bateria e percussão), Emerson Fortes (baixo e voz), Guilherme Gouvêa (violão e voz) e Marco Lorenzo (sopros, rabeca e voz).

Guilherme, Emerson e Marco já foram parceiros musicais em outro trabalho: a extinta banda de forró Cangaia, fortemente presente nas casas noturnas de Florianópolis. A este trio somou-se Eduardo, percussionista formado na primeira faculdade de música que oferece especialidade nestes tipos de instrumento: a Escola de Comunicações e Arte da Universidade de São Paulo, ECA/USP.
O Projeto 12:30 Acústico encerra suas atividades na semana que vem com o Trio Butiá – antigo Três é Demais –, formado por Wslley Risso na guitarra, Alexandre no baixo e Vítor Camargo na bateria.
O Projeto 12:30 Acústico é um desdobramento do Projeto original que acontece toda quarta-feira na Concha Acústica, localizada na praça da cidadania, em frente ao prédio do CCE (Básico). A diferença entre as duas edições do Projeto 12:30, é que o Acústico traz bandas que desenvolvem um som mais delicado, mais elaborado, normalmente envolvendo somente instrumentos de corda e percussão. A iniciativa dos Projetos é do DAC – Departamento Artístico Cultural da UFSC.

Fórum Social Mundial

Tirinha da República - de Alexandre Beck - publicada no jornal Diário Catarinense

Felixfônica no Fórum Social Mundial

Saímos de Florianópolis às 4 da manhã do dia 28 de Janeiro. Um grupo de dez pessoas que toparam dividir a Van e os momentos de um mundo diferente. Estava apertado, levamos nossa tralha, caixas de som e os instrumentos. A alegria ocupou mais espaço, estica a perna, encaixa, seguimos radiantes.

Desta vez não acampamos, ficamos na casa da Magda, muito mais do que uma hospedagem solidária. Portas abertas e um coração maior que os aposentos. Todos num quarto, colchão no chão, dormir não é a melhor saída. Vamos para a rua.

Caminhar por Porto Alegre durante o Fórum Social é um caminhar por entre os povos, por quem está interessado em compartilhar, em trocar. Essa é a melhor mensagem que pude trazer dentro dos olhos.

No palco Mário Lago, que por falha ou ironia ficou distante de todos, fizemos um aquecimento. Uma estrutura para 30 mil pessoas, mas muito longe, pouco mais de 100 nos assistiram. E valeu assim mesmo.

No outro dia, fim de tarde no Gasômetro, procuramos, procuramos e conhecemos a Dona Rosa, que estava lá fazendo as tranças-afro:

- Dona Rosa, será que a senhora pode emprestar um cantinho para a gente fazer um som?
Ela afastou as cadeiras, abriu um sorriso. Nós colocamos ali a nossa aparelhagem de som, afinamos os instrumentos e demos início a algo que não há explicação.

Do México ao Chile, de Angola até aonde o mundo faz a volta. Todos entendiam a nossa linguagem, a nossa verdade. E nós ali tocando compreendíamos os olhares, os aplaudos e o calor dividido, somado. Apareceu o Ié, companheiro de Floripa com seu pandeiro bem na hora da Ciranda, outro camarada que não lembro o nome pediu para puxar uma Ciranda e caiu na cantoria. A roda girando e também minha cabeça.

Da janela que fazia fundos ao 'palco' o Protásio me deu um abraço e uma poesia, seu contato e outro abraço. Companheiro de arte, companheiro de tempo e sonho, é o outro mundo possível dentro desse mundo vão. Nessa hora vejo que somos maiores que as garrafas, os frascos e as vitrines.

Até o próximo FSM.

.: Guilherme Gouvêa

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